Ficar parado...
... antes o poço da morte que tal sorte! Dizia o Sérgio Godinho. Mas, acreditarias se pudesses que muitas vezes o que me apetece é ficar parada. P A R A D A. Completamente imóvel. Lembrar-te-ias se ainda pudesses lembrar-te da minha frase: qualquer dia fecho-me em casa e não saio de lá! Ora pois. A sensação volta e vai e volta e vai. Fechar-me em casa. Não sair. Não querer sair. Não querer nada. Se eu fosse mais eu e menos o que acho que sou... o que também não é grande coisa... um dia destes ía visitar-te. Mas tenho medo que não estejas. E depois?
Não acredites... mesmo se pudesses... não acredites... não sou capaz. Gostava de ser capaz. Mas não sou. Desculpa.
Não acredites... mesmo se pudesses... não acredites... não sou capaz. Gostava de ser capaz. Mas não sou. Desculpa.

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