Ciclones e Anti-Ciclones
Reparei agora que não venho aqui há algum tempo. Desculpar-me-ias certamente se ainda pudesses desculpar(me). Talvez gostasses de saber que um destes dias alguém de quem comecei a gostar muito me chamou 'ciclone'. Não foi um elogio. Pois. Eu sei que tu considerarias isso um elogio. A mim, claro. Também achavas que eu era isso. Um ciclone. Sempre à procura de qualquer coisa e a revolver tudo. Semeando ventos diversos. As tempestades colhidas às vezes sobravam também para ti. Mas não foi um elogio, estava eu a dizer-te como se me pudesses (ainda) ouvir. A pessoa acrescentou que não precisava nada de ciclones. Fiquei a pensar que talvez precisasse de um anti-ciclone. Mas, depois, constatei consternada que não sabia muito bem o que era um anti-ciclone. Se um ciclone é um vento muito forte... um anti-ciclone será a ausência de vento? Para que raio há-de alguém viver assim, sem ventos, nem tempestades? Eu sei que tu me explicarias, como sempre. Eu ouvir-te-ia e compreenderia tudo muito bem. Como sempre. Sinto falta das tuas tempestades.
5 Comments:
:)
desculpa, tou sem palavras
Elisa,cheguei aqui trazida pelos seus comentários no blog "do momento" :) Quiz saber mais..li tudo de ponta a ponta..e sinto-me um bocadinho intrusa nesta sua casa..mas gostei tanto do que li.
Elisa, seja sempre um ciclone,nunca dome o vento.
Monalisa
nunca uma intrusa. Entre e esteja à vontade.
Jotakapa
é verdade uma coisa e outra, mas eu sou mesmo mais de ventanias que de brisas ou de abrigos... Não sei.
Laura
Sem palavras? Nunca. Aqui é o lugar delas.
então tá :)
de ti sobrou o eco
ficou a marca, como um mapa
desenhado devagar na minha vida
não te esqueço, amor
nem um minuto
dóis-me na alma e o tempo não ajuda
deixei uma pedra no lugar
onde repousa
a minha flor adorada
agora em cinza
quero-te tanto
um beijo, elisa*
Obrigada Laura.
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